GÊNERO E SOCIEDADE: EXPLICAÇÕES DE SUAS RELAÇÕES E EFEITOS EDUCACIONAIS

Autores

  • Alencar Zidani Universidade Estadual Paulista "Júlio Mesquita Filho"
  • Raul Aragão Martins Universidade Estadual Paulista "Júlio Mesquita Filho"

Palavras-chave:

Gênero, Pensamento, Educação, Família, Escola

Resumo

O presente artigo trabalha as concepções de Vygotsky (1987) sobre a relação entre
pensamento e linguagem sob uma perspectiva de influência no desenvolvimento cognitivo e na
formação da visão sobre o gênero proposto pela escola. Neste sentido, notou-se também a
construção de estereótipos compreendidos por Brunneli (2016) como grandes influências no
comportamento social e no discurso, relacionando-se, por essa perspectiva, e mostrando-se capazes
de explicar ações e interações que são estudadas pela psicologia social. Não obstante, recorreu-se
aos estudos de Cunha e Góes (2002), Xavier, Ribeiro e Noronha (1994) para compreender como a
formação desses estereótipos que foram disseminados influenciaram a organização educacional e
cooperaram para a manutenção do status quo, isto é, da desigualdade social e das suas justificativas.
Outrossim, para compreender as novas questões que surgem sobre a sexualidade, foi preciso
analisar os estudos de Louro (1997) e Oliveira e Santos (2012) para compreender essas novas
dinâmicas e perspectivas que surgem para pensar uma escola preocupada com o presente, deixando
de lado suas preocupações com o ontem. Por isso, foi percebido como essas relações coexistiram e
fomentaram uma organização social pautada em um propósito em não somente justificar as
relações hierárquicas de poder, mas também mantê-las utilizando setores estratégicos como a
educação e, consequentemente, a escola.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRUNELLI, A. F. Estereótipos e desigualdades sociais: contribuições da psicologia social à análise do

discurso. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 58, n. 1, p. 25–43, 2016. DOI:

20396/cel.v58i1.8646152. Disponível em:

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8646152. Acesso em: 4 jul. 2021.

CUNHA, L. A.; GÓES, M. O golpe na educação. 11. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 35-87.

FINCO, Daniela. Faca sem ponta, galinha sem pé, homem com homem, mulher com mulher:

relações de gênero nas brincadeiras de meninos e meninas na pré-escola. 2004. 171 p. Dissertação

(mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, SP. Disponível

em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/252827>. Acesso em: 16 maio 2021, p. 1-

LIBÂNEO, J. C. Didática.2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação. Uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis, RJ:

Vozes, 1997.

Lucci, Marcos A. . A Proposta de Vygotsky: A Psicologia Sócio Histórica. Profesorado (Granada), v. 10,

p. 01-10, 2006.

OLIVEIRA, T. R. M. DE; SANTOS, C. Novos mapas de (trans) sexualidade e de gênero: pistas para

pensar políticas trans e práticas pedagógicas. Revista Cronos, v. 11, n. 2, 28 nov. 2012.

RIBEIRO, M. L. S. História da educação brasileira: a organização escolar. 12. ed. São Paulo: Cortez:

Autores Associados, 1992. (Coleção educação contemporânea).

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. 1ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

____________. Imaginação e criação na infância. (A. M. B. Smolka, Trad.). São Paulo: Ática, 2009.

XAVIER, M. E. S. P.; RIBEIRO, M. L. S.; NORONHA, O. M. História da educação: a escola no Brasil. São

Paulo: FTD, 1994. p. 102-121.

Downloads

Publicado

2021-11-18

Como Citar

Zidani, A., & Aragão Martins, R. (2021). GÊNERO E SOCIEDADE: EXPLICAÇÕES DE SUAS RELAÇÕES E EFEITOS EDUCACIONAIS. Colloquium Humanarum. ISSN: 1809-8207, 18(1), 171–182. Recuperado de https://revistas.unoeste.br/index.php/ch/article/view/4133