FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E O TRABALHO DE MONITORIA: A EXPERIÊNCIA DE UM CURSO DE PEDAGOGIA OFERTADO NA REGIÃO FRONTEIRIÇA ENTRE BRASIL E PARAGUAI

Autores

  • Mara Lucinéia Marques Correa Bueno Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • GABRIELA PEREIRA DOS SANTOS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • RAIANE GABRIELE DA SILVA CORRÊA Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

Docência; Formação Inicial e continuada de professores; Educação de fronteira.

Resumo

O presente artigo visa apresentar uma experiência de monitoria, realizada na disciplina de Introdução à Metodologia Científica pertencente a matriz curricular do curso de licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul mais especificamente no Campus de Ponta Porã, que se localiza na fronteira do Brasil com o Paraguai. Para nortear metodologicamente a pesquisa utilizou-se da pesquisa bibliográfica (PIZZANI et al., 2012), documental (SILVA et al.,2009), Cellard (2014) e da pesquisa-ação (TRIPP, 2005) visando responder as seguintes questões: A monitoria é uma atividade que contribui para a formação inicial de professores? Como isso ocorre na fronteira do Brasil com o Paraguai? A descontinuidade das políticas públicas afeta a formação/promoção docente? Para responder aos questionamentos organizou-se duas seções, salvo a introdução, na primeira seção estabeleceu-se o delineamento metodológico da pesquisa e se projeta a fundamentação teórica para o desenvolvimento da pesquisa. A segunda seção trata dos resultados obtidos e a discussão sobre a experiência da monitoria em um curso de graduação localizado em região fronteiriça. E, nas considerações finais apresenta-se de forma explícita as respostas aos questionamentos iniciais e salienta-se os aspectos positivos e negativos da monitoria para formação docente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

GABRIELA PEREIRA DOS SANTOS, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Possui ensino médio pela Escola Estadual Deputado Fernando Claudio Capiberibe Saldanha(2016) e atualmente é acadêmica do Curso de Pedagogia da UFMS/Campus de Ponta Porã.

RAIANE GABRIELE DA SILVA CORRÊA, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Possui ensino-medio pela EE Joaquim Murtinho(2016) e atualmente é acadêmica do Curso de Pedagogia da UFMS/Campus de Ponta Porã.

Referências

ALBERTO, S.; TESCAROLO, R. A profissão docente e a formação continuada. IX Congresso Nacional de Educação - EDUCERE, III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. 2009.

ANDRÉ, M. Formação de professores: a constituição de um campo de estudos. Educação, Porto Alegre, v. 33, n. 3, p. 174-181, set./dez. 2010.

ASSIS, J. Veias abertas nas fronteiras internacionais do Brasil: percalços na efetivação da educação como um direito universal. International Studies on Law and Education 22 jan-abr. CEMOrOc-Feusp / IJI-Univ. do Porto. 2016.

BANCO MUNDIAL. Relatório Anual. 2016. Disponível em: www.worldbank.org. Acesso em: 06 ago. 2020.

BARRETO, E. S. S. Políticas de formação docente para a educação básica no Brasil: embates contemporâneos. Revista Brasileira de Educação. vol.20, n.62, 2015.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/

ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 05 ago. 2020.

BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o Ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 12 de ago. 1971. Brasília, DF: Presidência da República, [1971]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5692.htm. Acesso em: 11 ago. 2020.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, n.º 248, 23 de dez. 1996. Brasília, DF: Presidência da República, [2019]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394compilado.htm. Acesso em: 05 ago. 2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 798, de 19 de junho de 2012. Institui o Programa Escolas Interculturais de Fronteira, que visa a promover a integração regional por meio da educação intercultural e bilíngue. Brasília, DF: Ministério da Educação [2012] Disponível em: http://educacaointegral.mec.gov.br/images/pdf/port_798_19062012.pdf. Acesso em: 08 ago. 2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Resolução nº 2, de 01 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF: Ministério da Educação [2015]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/agosto-2017-pdf/70431-res-cne-cp-002-03072015pdf/file. Acesso em: 03 ago. 2020.

BRASIL. Edital de Seleção nº 79 publicado em 11 de março de 2020. Seleção de monitores - bolsistas e voluntários para o programa de monitoria na graduação da UFMS, para 2020/1. Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD/UFMS. Campo Grande, MS, [2020]. Disponível em: https://boletimoficial.ufms.br/bse/publicacao?id=389325. Acesso em: 05 ago. 2020.

BRASIL. Edital de Seleção nº 95 publicado em 06 de abril de 2020 . Seleção de disciplinas para o programa de monitoria de ensino de graduação - segunda chamada, primeiro semestre de 2020. Pró-Reitoria de Graduação -PROGRAD/UFMS. Campo Grande, MS, [2020]. Disponível em: https://boletimoficial.ufms.br/bse/publicacao?id=391431. Acesso em: 05 ago. 2020.

BRASIL. Lei nº 5.540 publicado em 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média. [1968]. Disponível em: < https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-5540-28-novembro-1968-359201-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 05 ago. 2020.

BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Portaria nº 125, de 21 de março de 2014. Estabelece o conceito de cidades-gêmeas nacionais, os critérios adotados para essa definição elista todas as cidades brasileiras por estado que se enquadram nesta condição. Brasília, DF: Ministério da Integração Nacional [2014]. Disponível em: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/servlet/INPDFViewer?jornal=1&pagina=45&data=24/03/2014&captchafield=firistAccess. Acesso em: 05 ago. 2020.

BRASIL. Resolução nº 58, de 28 de novembro de 2018. Alteração do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) do Curso de Pedagogia. Ponta Porã, MS, [2018]. Disponível em: https://cppp.ufms.br/files/2016/05/res.58-2018-alteracao-estrutura-curricular-item7-ppc.pdf. Acesso em: 10 ago. 2020.

BRASIL. Portaria nº 394, de 13 de março de 2020. Dispõe sobre às medidas de proteção para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19) no âmbito da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) [2020]. Disponível em: https://www.ufms.br/wp-content/uploads/2020/03/Port394-Normas-sobre-coronavirus-1.pdf. Acesso em: 10 ago. 2020.

BRASIL. Programa Escolas Bilíngues de Fronteira – PEBF. Brasília; Buenos Aires: Ministério da Educação; Ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología, 2008.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo Escolar 2018. Brasília, DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira [2018]. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/web/guest/censo-escolar. Acesso em: 18 ago. 2020.

BUENO, M. L. M. C. Política Supranacional de formação de professores: o programa escolas interculturais de fronteira (PEIF) na faixa de fronteira Brasil/Paraguai. Tese (Doutorado em Educação) Faculdade de Educação (FAED), Universidade Federal da Grande Dourados. Dourados/MS, p.258.2019.

CANDAU, V. M. Multiculturalismo e educação: desafios para a prática pedagógica. In: MOREIRA, A. F.; CANDAU, V. M. Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. 2.ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J.; DESLAURIERS, J.P.; GROULX, L. (org.). A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, p. 295-334, 2008.

FRIEDLANDER, M. R. Alunos-monitores: uma experiência em Fundamentos de Enfermagem. Revista Esc. Enf. USP, 18(2): p.113- 120, 1984.

GATTI, B. A. Formação de professores no Brasil: características e problemas. Educação & Sociedade, Campinas, v. 31, n. 113, p. 1355-1379, out./dez. 2010.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE. Panorama. 2020. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/panorama. Acesso em: 10 de ago. 2020.

LEITE, E. A. P.; RIBEIRO, E. S.; LEITE, K. G.; ULIANA, M.R. Formação de profissionais da educação: alguns desafios e demandas da formação inicial de professores na contemporaneidade. Educ. Soc., Campinas, v.39, n°.144, p.721-737, jul-set., 2018.

MELLO, G. N. Formação inicial de professores para a educação básica: uma (re)visão radical. Revista Iberoamericana de Educación. n°25, 2001, p.147-174.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. O que é Covid-19. Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#o-que-e-covid. Acesso em: 07 ago. 2020.

NÓVOA, A. (coord.). Formação de professores e profissão docente. Lisboa: Dom Quixote, 1992.

NUNES, J. B. C. Monitoria acadêmica: espaço de formação. In: SANTOS, M. M.; LINS, N. M. (Org.). A monitoria como espaço de iniciação à docência: possibilidades e trajetórias. Natal: EDUFRN, 2007.

PEREIRA, J. H. V. Educação na fronteira: o caso de Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (PY). Papéis - revista do Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagens. Campo Grande. Vol. 18, n°36, 2014a. 93-106.

PEREIRA, M. C. Experiências, vivências e o imaginário na fronteira seca do sul de Mato Grosso do Sul. In: BRASIL, TV Escola. Salto para o Futuro. Escolas Interculturais de Fronteira. Ano XXIV - Boletim 1, mai. 2014b.

PIZZANI, L.; SILVA, R. C.; BELLO, S. F.; HAYASHI, M. C. P. I.. A arte da pesquisa bibliográfica na busca do conhecimento. Rev. Dig. Bibl. Ci. Inf., Campinas, v.10, n.1, p.53-66. 2012.

SAMPAIO, B. D.; SAMPAIO, D. D. Mudanças na educação nas fronteiras brasileiras: um breve estudo histórico. Revista Thelma. 2014.

SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação. v. 14, n. 40, p. 143-155, jan./abr. 2009.

SILVA, L. R. C.; DAMACENO, A. D.; MARTINS, M. C. R.; SOBRAL, K. M.; FARIAS, I. M. S. Pesquisa documental: alternativa investigativa na formação docente. IX Congresso Nacional de Educação - EDUCERE III Encontro Sul Brasileira de Psicopedagogia, 2009.

STURZA, E. R.; TATSCH, J. A fronteira e as línguas em contato: uma perspectiva de abordagem. Cadernos de Letras da UFF, v. 26, n. 53, p. 83-98, 2016.

TANURI, L. M. História da formação de professores. Revista Brasileira de Educação, Campinas, n. 14, p. 61-88, mai0/jun./jul./ago. 2000.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 3, p. 443-466, 2005.

Publicado

2020-12-18

Como Citar

Bueno, M. L. M. C., SANTOS, G. P. D. ., & CORRÊA, R. G. D. S. . . (2020). FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E O TRABALHO DE MONITORIA: A EXPERIÊNCIA DE UM CURSO DE PEDAGOGIA OFERTADO NA REGIÃO FRONTEIRIÇA ENTRE BRASIL E PARAGUAI. Colloquium Humanarum. ISSN: 1809-8207, 17, 203-216. Recuperado de http://revistas.unoeste.br/index.php/ch/article/view/3716

Edição

Seção

Dossiê: Formação de Professores